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Já sentiste por alguém uma
ternura inexplicável?
Uma vontade de acalantar, pegar
no colo
um certo alguém especial, que
não sabe o quanto é especial?
Um alguém metade adulto, metade
menino.
Metade independência, metade
desamparo.
Metade sabedoria, metade
inocência.
Metade cultura, metade
despojamento.
Metade amargura, metade
esperança.
Um jeito (só dele) de pedir
ajuda, sem dizer palavra.
Um modo de sumir de súbito, pra
não comungar tristeza.
Um reaparecer do nada,
estendendo a mão.

Já sentiste por alguém um
sentimento assim,
parecido com o que a gente sente
por um filho ou um irmão?
Já quiseste dizer para este
alguém
reclinar a cabeça no teu colo
repousar a carga no teu ombro
desabar em lágrimas, aninhado
no calor do teu amplexo?

E deixar então vazar essa
ternura
que ele provoca, sem fazer nada,
mas que, em nosso coração,
transborda ... inexplicável!
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