Pós noite de amor!
O corpo cansou, mais
a alma,
Essa se sacia.
Alimenta-se.
Dos beijos, dos
resquícios do teu
cheiro no cobertor.
Embriaga-se no vinho
do teu beijo,
Adormece no teu colo
de amor.
Na volúpia, Na
paixão.
Minha alma estremece
de felicidade,
Que salta os olhos e
aflora na pele.
Pós noite de amor!
Minha alma
desvirginada,
Entregue, copulada,
Rasgada o véu da sua
castidade.
Torna-se gozo o que
era choro.
O que era pranto a
minha alma agora
vira risada.
E ri desse amor
louco,
Esparramado entre as
minhas curvas,
Nua, desejada,
louvacionada.
Minha alma grita,
Soa seu canto de
prazer.
Faz o barulho
ensurdecedor, desse
grito de amor.
Pós noite de amor!
O meu fel cessou,
O meu néctar flui
nas minhas veias
E corre sinuoso por
teu mar,
Que me molha e me
deflora,
Me desvirgina.
Eu tão menina a te
olhar e implorar:
Vem noutra noite meu
corpo possuir,
Me ensina a te amar.