São tuas
as aves vadias,
a lua que
dorme na amplidão...
A saudade
que em mim permeia,
trazida na
lembrança de qualquer canção!
São tuas,
sempre tuas, as belezas que
a vida me traz...
A leveza
do vento na calmaria,
em céu de
toda alegria,
balançando
um campo de trigais!
São tuas
as crianças...
A
enfeitarem de gritos toda rua!
São teus
os velhos que ainda seguem
apaixonados, exemplos de amor além
sepultura...
São tuas
as neves branquinhas,
que cobrem
os telhados nas colinas...
As fendas
no desgelo com regatos
a correrem
com suas águas cristalinas!
São tuas
as belezas que vejo,
do mar que
leva os pescadores!
Dos
penhascos que recebem os ninhos,
que
abrigam o reino dos condores...
São tuas
as mãos que acariciam
o ventre
que leva o filho esperado!
As
lágrimas incontidas daquela que abre
a porta e
recebe o filho formado...
São teus
os ritmos,
que
inspiram as espumas dançantes...
O baile,
suave e marítimo,
das ondas
nas praias errantes!
Tudo de
belo que vejo é teu!
Nada quero,
por isto, em meu viver.
Amo-te
apenas, embora tu tenhas te esquecido...
"Eu quem
me esqueci de te esquecer!"