Reclamo da falência de alguns sonhos
mas descobri que, decidida,
derrubando ou não obstáculos 
sempre fui vencedora na vida.

Colecionei ódio dos que me magoaram
e abati, com farpas e espada, os inimigos. 
Nem mesmo sei como e o que é
o perdão, mesmo para os amigos. 

Sinto carência de amor no coração
mas o orgulho sempre ocupa este lugar 
o prazer maior era o de ofertar
hoje não sei o que é receber.

Às vezes tenho dúvidas da minha fé
e caio no buraco da revolta. 
Tantas marcas de dor no corpo e alma!
Quantas vezes Tu me trouxeste de volta!

Se ainda podes perdoar-me
transforma esta estéril solidão.
numa porta para o mundo,
ela que é uma prisão.

E, para ser feliz, 
deixa-me plena de Ti, oh Senhor,
e faz-me perceber minha riqueza interior.